Advogada por formação, ilustradora apaixonada por manipulação de imagens e pintura digital. Gosta de Livros, Música, Abóboras, Halloween, Rock e Fogos de Artifício. Vidente e psicóloga emocional.

3 minutos de leitura

 

Título Original: “–” | Autor(a): Maria José Dupré | Gênero: Literatura Brasileira , Drama, Ficção | Ano: 1973 | Páginas: 252 | Editora: Ática | Skoob | Data da Leitura: 25/01/2020

 

Sinopse: A história de Dona Lola e sua família, uma bondosa e batalhadora mulher que faz de tudo pela felicidade do marido, Júlio, e dos quatro filhos: Carlos, Alfredo, Julinho e Maria Isabel. A vida de Dona Lola é narrada desde a infância das crianças, quando Júlio trabalha para pagar as prestações da casa onde moram, passando pela chegada dos filhos à fase adulta e de Dona Lola à velhice. Conforme os anos passam, vão se modificando as coisas na vida de Dona Lola: a morte de Júlio; o sumiço de Alfredo pelo mundo; a união de Isabel com Felício, um homem separado; a ascensão de Julinho, que se casa com uma moça de família rica. O título do livro vem da situação de Dona Lola ao fim da vida, sozinha num asilo: eram seis, agora só resta ela. Também são expostos no livro outras personagens, como os familiares de Lola: na cidade de Itapetininga, interior paulista, moram a mãe, Dona Maria; a tia Candoca; as irmãs Clotilde, solteira, e Olga, casada com Zeca, seu cunhado; na cidade, vive a rica tia Emília, irmã de seu pai; e a filha dela, Justina.

Decidi ler “Éramos Seis” por conta da novela que estreou a pouco tempo na Globo. Me lembro vagamente do que assisti na versão que passou no SBT em 1994. Eu era muito pequena e não acompanhava assiduamente a novela, mas meus pais viam sempre, então me lembro de alguns detalhes da trama, mas mesmo assim queria saber se a autora estava se baseando mesmo na essência do livro.

Com leitura rápida e uma escrita simples, Maria José Dupré nos apresente a vida de Dona Lola como quem senta com uma comadre para tomar um café com bolo e ouve as histórias da vida de uma mulher batalhadora e muito, muito sofrida.

Confesso que, em muitas partes, a história me deixava triste com seus acontecimentos já que a vida de Dona Lola não era nada fácil. Ela passou muito mais dificuldades na vida do que alegrias. São pouquissimos momentos memoráveis e alegres que a autora inclui sobre a vida de Dona Lola e seus familiares. Talvez a vida antigamente fosse mais sofrida e todas as obrigações de uma mulher, dona de casa, mãe e esposa fossem mais sofridas do que são hoje e por isso fiquei bastante triste ao me imaginar no lugar de Dona Lola que, de modo algum, teve uma vida justa.

Éramos Seis” é uma leitura rápida e até bem gostosinha, mas se você tem achado a vida um pouco injusta ou dura demais, tenha cuidado com a leitura pois pode te deixar levemente triste.

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Maria José Dupré - Nascida na fazenda Bela Vista, na época município de Botucatu, era filha de Antônio Lopes de Oliveira Monteiro e de Rosa de Barros Fleury Monteiro. Maria José foi alfabetizada pela mãe e seu irmão mais velho. Ainda em Botucatu, estudou música em aulas particulares e pintura no Colégio dos Anjos. Sua formação literária, contudo, deu-se antes mesmo da frequência na escola: seus pais, apesar de não serem ricos, mantinham o hábito da leitura e ainda menina já tinha travado contato com livros clássicos portugueses e mundiais, de autores como Eça de Queiroz, Leão Tolstoi, Nietzsche, Rimbaud, Goethe e muitos outros. Mudou-se para a cidade de São Paulo, onde cursou a Escola Normal Caetano de Campos, formando-se professora. Sua vida na literatura começa após casar com o engenheiro Leandro Dup

Outras Obras: A Ilha Perdida

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